terça-feira, 12 de maio de 2009

A ILHA ESTÁ INFECTADA

Vou usar a estratégia que os maiores meios de comunicação do mundo estão usando para chamar a atenção: o sensacionalismo.
A moda agora é a gripe H1N1, carinhosamente apelidada de gripe suína. A divulgação da epidemia está sendo feita de uma maneira excepcional por todo o mundo. Todos já sabem quantos mortos já foram registrados, quais países já registraram casos da doença, quantos doentes já foram identificados, já se sabe até qua
ntos doentes teremos daqui a 5 anos se a gripe não for contida.
Estão faltando algumas coisas que eu julgo imprescindíveis. Os sintomas, os cuidados a serem tomados, o tempo do tratamento, etc. Este dados não vendem e não dão ibope.
Foi divulgado no mundo todo que a nova gripe já atingiu Florianópolis, e atingiu. Tivemos uma pessoa doente, uma garotinha de 7 anos que contraiu a doença na Flórida. A garota ficou internada 5 dias, já teve alta e não apresenta mais nenhum sintoma, porém a notícia de que há um caso de gripe na capital de Santa Catarina não sai da mídia.
O modo como as notícias são vendidas me faz descredibiliza-las. Esta gripe não me assusta tanto assim, pois eu vejo as informações como um bombardeio de sensacionalismo da imprensa. Pode ser que me saia caro, mas em seu último comunicado, o Ministro da Saúde me tranqüilizou. “Reforço que não há recomendação para a população do Brasil usar máscaras cirúrgicas, a exemplo do que vem ocorrendo no México [...]o consumo de produtos de origem suína não representa risco à saúde das pessoas"
Então podemos nos acalmar?! Afinal essa história de usar máscaras não ia funcionar no Brasil, afirmação muito bem defendida pelo repórter Rafael Bastos “se um brasileiro aparecer de máscara na rua, ele é louco. Se dois aparecerem, é um sequestro relâmpago. Se três ou mais saírem de máscara, ai vira carnaval fora de época e ganhamos mais um feriado!”
Os meios de comunicação deveriam usar o seu prestígio e sua influência para orientar as pessoas. Poderia ser este o melhor remédio, mas o que eles publicariam depois da epidemia sanada? Algum novo escândalo do senado? É só escolher.

Um comentário:

  1. Bruno,
    Teu texto está ótimo. O que não ficou bem foi a foto. Não é relação direta entre a foto e o teu texto. Fiquei na dúvida de o garoto/garota na foto era ou não era a menina de sete anos à qual você se referiu. Devemos ter o cuidado de não jogar uma foto qualquer num texto só para encher espaço. A foto e o texto devem "conversar", ou seja um reforça o outro. Caso contrario a foto fica solta e não é valorizada.
    Abraço
    Castilho

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