Papa Bento XVI, em sua primeira visita à África como líder da Igreja Católica, posicionou-se contra a distribuição de camisinhas no combate à AIDS, “o sexo deve ser humanizado”, protestou o pontífice em relação à banalização do mesmo.Em função da degradação das crenças tribais, o catolicismo é hoje a religião que mais cresce no continente africano. A declaração do Papa gerou grande polemica na mídia do mundo todo, começando pela própria África. “Com esse depoimento, ele (Bento XVI) só mostra que os dogmas de sua religião são mais importantes do que a vida do nosso povo” desabafa Rebbeca Hodes, católica e diretora de uma ONG que luta contra o vírus HIV, ao ser questionada sobre o assunto em uma entrevista para uma TV local.
“Hoje, os novos conhecimentos e as descobertas obtidas em várias disciplinas nos levam a reconhecer na teoria da evolução mais que uma hipótese", em seu mais polemico discurso, João Paulo II posicionou-se contra os ensinamentos da igreja e os textos da Bíblia. Marcado na história, como o Papa que desculpou-se ao mundo sobre os pecados cometidos pela igreja católica, o saudoso “João de Deus” deve estar se revirando no túmulo, vendo seu reinado sendo levado com o vento.

Não é a primeira vez que o novo Papa mostra-se conservador, no mais alto nível que hoje é tolerado. Em discursos anteriores, os muçulmanos é que foram o alvo das pedras atiradas por Bento XVI, e a harmonia criada por João Paulo II foi novamente abalada.
O caminho não é esse. O mundo não está andando no ritmo que Igreja Católica gostaria, o sexo já esta banalizado e o vírus está espalhado. Privar os portadores de AIDS de fazer sexo, como sugeriu o pontífice não é a melhor maneira de acabar com a doença, afinal, só na África são 22 milhões de infectados. Queimar na fogueira da inquisição também não dá (antes que Vossa Santidade sugira essa solução). O jeito é o líder da maior entidade do mundo escutar o que os cientistas dizem e usar sua influência para divulgar o uso correto do preservativo.
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